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Lembramo-nos nesses dias da restauração (ou edificação) dos muros de Jerusalém.
Consideramos ter sido uma restauração pelo fato deles já existirem, estarem naquele momento fendidos e por isso precisarem ser reerguidos. Havia em Neemias e nos seus companheiros a preocupação em levantar aquelas paredes que protegeriam a cidade e, além disso, tornaria a trazer a vista daqueles que a viam uma idéia diferente daquele quadro de devastação, miséria, abandono, fragilidade, decadência, etc. Além dessa preocupação havia um ardor no coração daqueles homens; o desejo de exaltar a Deus. A decadência do povo de Israel e dos muros de Jerusalém representava o afastamento de Deus em função do pecado. O Senhor não seria exaltado nessas circunstancias. Os muros precisavam ser reerguidos, restaurados para expressar a presença e o poder desse Deus restaurador. Os povos ao redor veriam através daqueles muros que o Senhor de Israel é Deus.
Quando salmodiando cantamos “Quando o Senhor restaurou nossa sorte estávamos como os que sonham...” (Salmos 126), entendemos que Deus estava retirando o povo do cativeiro, reintegrando-os a terra prometida, mas, além disso, estava restaurando a identidade daquele povo que se chamava “povo de Deus” e isso fazia com que ele não se contivesse de tanta alegria; parecia que estavam sonhando. Deus seria exaltado, reconhecido, temido e desejado por outros povos quando vissem o seu poder, autoridade e fidelidade para com o seu povo.
Estamos ansiosos por “inaugurarmos” o templo restaurado de nossa igreja. Mas, amados, o que importa restaurar o templo se ele não for Casa de Deus? Deus não habita em templo feito por mãos de homem conforme o próprio Deus falou a seu servo Davi e posteriormente o rei Salomão também o entendeu. Mesmo assim o templo foi construído para que Deus ali fosse buscado e encontrado. O edifício que chamamos de templo ou igreja será Casa de Deus na medida em que o propósito para o qual ele foi erguido venha a acontecer.
- Quando entramos no templo ele é apenas um edifício. Mas quando ali buscamos ao Senhor nós o encontramos. Então esse templo se torna Casa de Deus. - Quando exaltamos a nós mesmos o templo é apenas um lugar bonito. Mas quando nos humilhamos e exaltamos a Jesus, ele se torna Casa de Deus. - Quando não perdoamos, somos intransigentes, maledicentes, o templo é só um templo. Mas quando perdoamos, somos compreensivos e preservamos a imagem do irmão, ele se torna Casa de Deus. - Quando usamos o templo para cantar, tocar ou falar por nós mesmos, fazendo questão de estarmos em destaque, de fazer apenas o que gostamos e queremos, o templo é só mais um palco para exibição e prepotência. Mas quando adoramos a Deus, consagramos a Ele os nossos talentos, permitimos que Ele fale conosco e através de nós, executando aquilo que nos vem à mão para fazer conforme as nossas forças, esse lugar se torna Casa de Deus. - Quando resistimos às verdades da Palavra de Deus, ao toque do Espírito Santo, o templo é apenas um lugar de reuniões religiosas. Mas quando ouvimos a orientação, a repreensão e a correção, nos deixando quebrantar, nos permitindo crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo, ele se torna Casa de Deus.
Depende de nós porque o Senhor assim o diz: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome...” “Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar”. II Crônicas 7: 14 – 15.
E ainda: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o coração”.Jeremias 29:13.
Existem muitos templos lindos e catedrais maravilhosas espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Nada melhorou em função deles.
O templo da nossa igreja também está muitíssimo lindo. Estamos como os que sonham. O templo foi restaurado. Cabe a nós buscar que sejamos restaurados como Casa (habitação) de Deus. Dessa forma o templo também será Casa de Deus.
P.S. A boa educação nos inclina a obedecer ao dono da casa.
No amor de Jesus.
Dc. Dezio Vianna |