| Pr. Carlos Henrique |
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“Alegrei-me quando me disseram: ‘Vamos à casa do Senhor” (Sl. 122:1)
Tem sido comum, nos últimos dias, em rodas de crentes de diversas igrejas e entre líderes de diversas denominações, a temática sobre freqüência, pontualidade e compromisso dos membros com suas comunidades locais. A cada semana nos surpreendemos com o esvaziamento da Igreja e, isso dizemos, em relação à nossa própria realidade. Cada vez mais o templo se esvazia, os cultos vão sendo menos freqüentados e as atividades da Igreja menos concorridas. Na tentativa, enquanto líderes, de lidarmos com a situação e de nos sentirmos menos frustrados, ficamos tentando arrumar alguma explicação para tal fato. Ora alegamos que o feriado fez com que muitos irmãos saíssem de viagem. Vez por outra é a chuva que impede o acesso aos trabalhos da Igreja. Algumas vezes tentamos uma justificativa através do número de irmãos que estudam e trabalham e, mais recentemente, é a insegurança gerada pela violência de nossos dias, o toque de recolher, que nos impede de sairmos de casa. Tudo isso explicaria bem a questão se não fosse o fato de estarmos falando de um comportamento comum aos dias de chuva, mas também aos dias de sol; aos feriados, assim como a qualquer outro final de semana; aos dias de semana, bem como aos sábados e domingos; aos dias de insegurança e violência, mas também quando tudo está em paz. Logo, concluímos que o problema não tem a sua origem fora, mas dentro; não no exterior, mas no interior de cada um. O templo construção está vazio porque o “templo” do Espírito Santo, que é o nosso próprio coração, está vazio a priori. A nossa freqüência, pontualidade e compromisso com a comunidade local é apenas reflexo de nossa relação com o Senhor. Se não temos compromisso com Ele, também não o teremos com os nossos irmãos. E não me venha com desculpas de que você não precisa da Igreja para estar bem com Deus, pois se Jesus também entendesse assim Ele não a teria criado! O templo está vazio porque os homens estão vazios, porque o primeiro templo a se esvaziar foi o templo do nosso coração. Temos perdido a alegria proferida pelo salmista em relação à sua ida à Casa do Senhor. A prova maior disso é que precisamos falar, pregar e escrever sobre tal tema. Levando tudo isso em conta, a nossa oração deve ser para que o Senhor nos encha do Seu Espírito, a fim de que tenhamos um templo cheio de gente cheia. Definitivamente, não precisamos de atividades, agendas, festivais, ou qualquer outra coisa desse tipo, precisamos de Deus, não em qualquer lugar, mas dentro de nossos corações.
Em oração,
Pr. Carlos Henrique.
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