| Pr. Carlos Henrique |
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Imagine uma reunião de família onde a presença de todos os parentes, especialmente os mais próximos, é esperada. Agora imagine se, apesar de toda expectativa criada, tais parentes não comparecerem. Qual seria a nossa reação? Como nos sentiríamos? A não ser que tais pessoas não significassem nada de especial para nós, provavelmente nos sentiríamos tristes, desapontados, desconsiderados, ou coisa desse tipo. Vamos um pouco mais além e imaginemos se outros encontros fossem marcados periodicamente e a mesma ausência continuasse sendo um fato. Talvez nesse momento o sentimento de tristeza, desapontamento e desconsideração, desse lugar à preocupação. Afinal, pensaríamos, alguma coisa deve estar acontecendo. Qual seria a atitude mais cabível? Vamos procurar saber o que está havendo, vamos fazer contato. Corremos a essa altura o risco de sermos “chatos”, inconvenientes ou algo assim, mas optamos em insistir e preferimos pecar pelo excesso que pela omissão, já que estamos tratando de pessoas especiais. É normal sentirmos falta e termos saudades de pessoas especiais a quem amamos. É normal sofrermos pela distância e afastamento daqueles que fazem parte de nossa família.l É normal lamentarmos por aqueles que um dia caminharam conosco e que hoje, por razões às vezes desconhecidas, já não andam mais ao nosso lado. A Bíblia nos ensina que a Igreja é uma grande família que, como corpo, só funciona bem e de forma saudável se todas as suas partes estiverem em harmonia. A Igreja é a expressão visível do povo de Deus, um povo levantado sobre a terra para proclamar as Suas maravilhas. A Igreja é o único e melhor lugar para um crente em Cristo Jesus estar. A Igreja nos protege, nos acolhe, nos ampara, nos socorre, nos ensina, nos edifica. A Igreja é tudo de bom. É o lugar da comunhão, da adoração, do desenvolvimento dos talentos. A Igreja enquanto família é o lugar de comermos juntos, de sorrirmos juntos e de também chorarmos juntos. Se a Igreja é de fato tudo isso – e nós cremos que é assim mesmo, pois foi Jesus quem a criou – então como não sentirmos saudades de nossos amados irmãos e amigos? Temos sentido a ausência de muitos membros e congregados de nossa Igreja. Como partes dessa grande família gostaríamos imensamente de tê-los de volta ao nosso convívio. Não estamos apenas cobrando presença, mas desejando a comunhão pertinente àqueles que professam a mesma fé e amam o mesmo Deus. Se tivermos de ser “chatos” seremos. Se tivermos de ser inconvenientes seremos. Cremos que isso seja normal a uma família saudável. Cremos que esse tipo de saudade é uma saudade normal. Como parte dessa família cabe a cada um de nós orar e buscar um irmão afastado. Quem sabe fazendo esta mensagem chegar às suas mãos você não o estará ajudando a retornar à casa do Pai.
Deus nos abençoe nesta empreitada de amor.
Com amor e em oração,
Pr. Carlos Henrique.
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