| Pr. Carlos Henrique |
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Foi o filósofo Aristóteles quem disse que “a gratidão é a memória do coração”. Se isso é verdade, não é difícil compreendermos, então, que a gratidão esta para a memória, assim como a ingratidão esta para a amnésia, para o esquecimento. Foi o filósofo Aristóteles quem disse que “a gratidão é a memória do coração”. Se isso é verdade, não é difícil compreendermos, então, que a gratidão esta para a memória, assim como a ingratidão esta para a amnésia, para o esquecimento. Daí concluirmos logo de imediato que ingrato é aquele que esquece com facilidade um favor recebido, um benefício alcançado. Jesus ilustrou claramente esta verdade através da passagem de Lucas 17:11-19, quando dos dez leprosos curados, apenas um voltou para agradecer. Dez levantaram a voz e clamaram por cura, mas apenas um levantou a voz para glorificar a Deus. Dez procuraram o Mestre no tempo da dor e do sofrimento, mas apenas um voltou no tempo da restauração e da saúde. Dez lembraram do Senhor quando precisaram dEle, mas apenas um não esqueceu de voltar para agradecê-lo. A proporção é aterradora: noventa por cento dos abençoados constituíram o grupo dos esquecidos e apenas dez por cento o grupo representado pelo que possuía boa memória para com os feitos do Senhor. Não podemos dizer que Jesus fora surpreendido por tal percentual, já que Ele é pleno conhecedor da natureza e do coração humano. Ele sabia que seria assim. Apesar disso, não podemos também afirmar que Ele não tenha sofrido com a dor do esquecimento, da ingratidão. Se isso de fato faz parte da natureza humana, também não deveríamos nos surpreender quando, ainda hoje, tantas pessoas buscam a Deus, às Igrejas, aos pastores e aos irmãos atrás de uma benção, mas logo se vão esquecendo de agradecer. Também não deveríamos nos surpreender com os templos cheios daqueles que, fazendo parte do grupo dos esquecidos, dos noventa por cento, logo se vão, dando às costas às suas comunidades e ao próprio Deus. Cremos que assim como o coração de Jesus sofreu ante a ingratidão daqueles homens, o coração de Deus continua sofrendo hoje pela mesma razão. Isso é fácil de perceber quando olhando para a Sua Palavra encontramos orientações tais como: “Em tudo daí graças”; “Alegrai-vos sempre no Senhor”; “Bendize ó minha Alma ao Senhor e não te esqueças de nenhum só de Seus benefícios”. É isso que Deus espera daqueles que são alvos das Suas bênçãos. Se eu e você, imperfeitos e limitados em nossa generosidade, bondade e amor, sofremos com a ingratidão de nossos irmãos e amigos, imagine o Senhor, doador e sustentador de toda a vida, provedor de todas as coisas?! Se eu e você, frágeis, volúveis e vulneráveis em nossos relacionamentos, sofremos por aqueles que um dia estiveram ao nosso lado e hoje se fazem distantes nos deixando saudades, imagine Deus, o nosso Pai, aquele que prometeu que jamais nos deixaria ou que se esqueceria de nós?! Deus sente saudades daqueles que são Seus! Portanto, meu prezado irmão e amigo, caro leitor, não busque ao Senhor somente no tempo da sua aflição e necessidade, busque-O também para agradecer e dar a Ele toda a glória. Não dê às costas àquEle que tanto nos abençoa. Acredite, Deus o ama tanto, sente tanta saudades suas, que pode se valer de qualquer situação para atrai-lo de volta. Esse não é o único caminho, mas pode ser um deles. Se você está sofrendo de amnésia para com os feitos do Senhor em sua vida, peça a Ele que o cure e restaure nos seus lábios um hino de louvor ao Seu eterno nome. A Ele, somente a Ele, sejam dadas toda a honra, toda a glória e todo o louvor!Com muito amor e em incessante oração. Pr. Carlos Henrique.
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