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Pr. Carlos Henrique
RESPEITO É BOM E EU GOSTO
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Não é de se admirar que Jesus tenha escolhido a figura do Sal e da Luz para falar de Sua expectativa quanto à diferença que venhamos a fazer no mundo, na sociedade e entre aqueles com os quais convivemos. Desde a chamada de Abraão até a institucionalização de Israel como nação, o desejo de Deus é de que haja sobre a terra um povo que, sendo diferente, seja referencial de vida e, consequentemente, atraia e inspire outros a viverem de modo semelhante. Pode ser que de alguma maneira Israel tenha falhado nessa tarefa, o que torna a Igreja, agência do Reino de Deus sobre a terra, ainda mais responsável por apresentar o Senhor ao mundo. Quando fazemos menção dessa diferença, estamos pensando muito além dos simples aspectos que dizem respeito à questão dos usos e costumes. Houve um tempo em nossa cultura que os crentes eram identificados e reconhecidos pela maneira de se vestir, pelos lugares que freqüentavam e por sua rede de relacionamentos. Muitos desses aspectos perderam grande parte de sua importância e hoje os crentes estão inseridos em diversos segmentos da sociedade, se vestem como qualquer outro e possuem uma rede social talvez até mais extensa que qualquer outro cidadão. Com isso, aumentou-se a necessidade de fazermos diferença em nossa sociedade, não pelo viés dos usos e costumes, mas sim pelo viés do caráter, do comportamento, da palavra, do trato com o próximo. Uma das maneiras que temos de nos apresentar ao mundo de um modo diferente é através da consideração e respeito pelo próximo. “Respeito é bom e eu gosto”, diriam os mais antigos numa intenção de valorizar o lugar da opinião, das idéias, dos costumes uns dos outros. O princípio do respeito é bem simples: se eu gosto de ser respeitado em minhas idéias e pensamentos, preciso respeitar também a idéia do outro; se eu reivindico respeito aos meus limites e espaço, preciso aprender também a não invadir o espaço do outro, respeitando assim os seus limites; se respeito é bom à minha medida, também deve ser à medida do outro. O respeito é uma virtude que deve circular com liberdade. Ele não está condicionado a faixa etária, a posição ou classe social, a função ou cargo. Os mais jovens devem respeitar os mais velhos, na mesma medida em que os mais velhos devem respeitá-los também. Os filhos devem respeito aos pais, assim como estes devem respeito àqueles na posição em que se encontram. Os líderados devem considerar e respeitar seus líderes, assim como os líderes devem valorizar e respeitar a participação e o trabalho de seus liderados. As ovelhas devem respeitar os pastores, assim como os pastores devem amar e respeitar suas ovelhas. Nada disso é novidade. Tudo isso está na Bíblia e é a única maneira de nos constituirmos como uma comunidade diferente que mostre para o mundo o que Deus fez em nossa vida: nos transformou em novas criaturas e nos deu a capacidade de amar e respeitar o nosso próximo. Que Ele mesmo nos ajude a entender isso, a vencer nosso orgulho e vaidade e a viver de modo que agrade a Ele e que atraia o mundo. Nele nós podemos. Acredite nisso.
Com amor,
Pr. Carlos Henrique.
 
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