| Pr. Carlos Henrique |
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Há poucos dias conversava com um irmão que me falava sobre o afastamento de seus ministérios em razão de alguns problemas pessoais. Segundo ele, “ministério é coisa séria” e, por isso, não podemos realizá-lo de qualquer maneira. Concordo plenamente que ministério é coisa séria, seja ele qual for, e que não podemos realizá-lo de qualquer maneira. O ministério cristão é uma coisa séria porque através dele nós servimos ao Senhor e ao Seu Reino. A seriedade nesse serviço se baseia na santidade do nosso Deus. Ele mesmo disse ao povo de Israel no passado “Sede santos, porque Eu, o Senhor Teu Deus, sou Santo”. Todas as exigências quanto aos sacrifícios do passado, todo o cuidado na confecção dos utensílios do Tabernáculo e depois do Templo, todos os detalhes das festas e rituais sagrados entre Israel apontavam para a santidade de Deus. O zelo religioso era uma possibilidade de se revelar ao mundo a santidade e perfeição do Senhor. Existem duas maneiras de expressarmos seriedade no exercício dos nossos ministérios. Uma se apresenta de forma bastante saudável, enquanto que outra não. A seriedade no exercício de nossos ministérios deve se expressar através do compromisso assumido e honrado para com a Igreja e os irmãos; através da qualidade e do zelo daquilo que realizamos; através da voluntariedade e generosidade quando nos dispomos a realizar alguma tarefa; através de um desejo incansável de fazermos sempre o melhor todas as vezes que somos solicitados. Essa é a forma saudável de entendermos o ministério como uma coisa séria. A forma não saudável é quando traduzimos “coisa séria” por pressão, obrigação, coação, constrangimento, falta de opção, medo, barganha ou troca com Deus. Estamos falando daqueles irmãos que servem na Igreja debaixo da pressão de suas consciências, por obrigação de ter recebido um cargo na Igreja, constrangidos às vezes através dos apelos feitos pelo Pastor, algumas vezes por medo de que o Senhor “pese a mão” e outras vezes esperando receber alguma coisa da parte dEle. Nesse caso, teremos irmãos sérios – sérios no sentido de carrancudos, mal humorados, sobrecarregados, estressados – realizando uma obra santa; ao invés de homens santos – alegres, satisfeitos, amorosos, dedicados, comprometidos – realizando um ministério sério. Ministério é coisa séria sim, mas para ser realizado com a alegria da alma e com o prazer de quem serve ao Deus Santo, único e verdadeiro. Que Ele mesmo nos ajude a servi-lo com todo o zelo e dedicação, mas também com muito prazer e satisfação. Com amor, Pastor Carlos Henrique. |


