| Pr. Carlos Henrique |
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Paulo tem a coragem de escrever aos coríntios: “Estamos todos unidos com Cristo Jesus, o nosso Senhor” (1Co 15.31, NTLH). No capítulo seguinte, ele repete: “o meu amor esteja com todos vocês, pois estamos unidos com Cristo Jesus!” (16.24, NTLH). Na segunda Epístola aos Coríntios, ele volta ao assunto: “É o próprio Deus que nos dá, a nós e a vocês, a certeza de que estamos unidos com Cristo” (2Co 1.21, NTLH). Há pelo menos mais uma referência a essa união com Cristo: “Dou graças a Deus porque, unidos com Cristo, somos sempre conduzidos por Deus como prisioneiros no desfile de vitória de Cristo” (2.14, NTLH). Em qualquer outra carta, essa insistente referência não chamaria tanta atenção. De todas as igrejas criadas por Paulo, nenhuma foi tão complicada e “dividida” como a de Corinto. A expressão “unidos com Cristo” é de grande importância não só para aquele contexto em que se encontrava a igreja, mas também para a igreja atual. O apóstolo dizia que todos estavam unidos com Cristo apesar das divisões, brigas e ciumeiras que havia na igreja (1Co 1.10-13, 3.3). Estamos todos unidos com Cristo -- os missivistas (Paulo, Sóstenes e Timóteo) e os leitores das cartas (os crentes de Corinto). Estamos todos unidos com Cristo -- os crentes de Apolo, os crentes de Pedro, os crentes de Paulo e os crentes de Jesus. Estamos todos unidos com Cristo -- os irmãos que prejudicaram os interesses pessoais de outros irmãos e os que levaram esses problemas ao “tribunal secular”. Estamos todos unidos com Cristo -- os irmãos de procedência mundana (ex-adúlteros, ex-assaltantes, ex-bêbados, ex-homossexuais etc.) e os que vieram de contexto diferente, onde predomina o temor do Senhor. Estamos todos unidos com Cristo -- os irmãos que andam segundo o Espírito (os crentes espirituais) e os que andam segundo a carne (os crentes carnais). Estamos todos unidos com Cristo -- os crentes que não se escandalizam facilmente (os “fortes na fé”) e os que acham que tudo é pecado (os “fracos na fé”). Estamos todos unidos com Cristo -- os irmãos que falam línguas estranhas e os que não falam línguas estranhas. Estamos todos unidos com Cristo -- o irmão que se deitou com a mulher do pai e depois se arrependeu e os irmãos que o disciplinaram. Estamos todos unidos com Cristo -- os irmãos circuncidados que vieram do judaísmo e os não-circuncidados que vieram do paganismo. Estamos todos unidos com Cristo -- os irmãos que cortam o cabelo para serem diferentes das mulheres e os que não cortam para serem diferentes dos homens. Estamos todos unidos com Cristo -- os irmãos ricos e os irmãos pobres; os irmãos sábios e os irmãos ignorantes; os irmãos revoltados; os irmãos solteiros; os irmãos casados e as irmãs viúvas. Estamos todos unidos com Cristo -- os irmãos comuns e os da estirpe do casal Priscila e Áquila e de Estéfanas, Fortunato e Acaico, gente que só merece elogios (1Co 16.18). Estão todos “em Cristo” (RA) ou “unidos com Cristo” (NTLH), cristãos de qualquer denominação evangélica e de qualquer ramificação cristã -- desde que estejam pessoalmente comprometidos com o Jesus das Escrituras, não importando a intensidade da fé, a qualidade do testemunho e o tamanho da piedade. E o Jesus das Escrituras é aquele que foi concebido sobrenaturalmente, aquele que é homem e Deus ao mesmo tempo, que tomou sobre si os nossos pecados e pagou a nossa dívida, que ressuscitou dos mortos, que vive e reina e que há de voltar com poder e muita glória.
Mensagem extraída da Revista Ultimato para nossa reflexão no mês de aniversário de nossa Igreja.
Em oração,
Pastor Carlos Henrique.
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