| Pr. Carlos Henrique |
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Estamos às vésperas de completarmos mais um aniversário de organização eclesiástica. Esta é uma boa oportunidade de refletirmos sobre a nossa existência enquanto Igreja. É um bom momento para pensarmos sobre erros, acertos, conquistas, desafios, perdas e ganhos. Especialmente nestes dias de tanto movimento evangélico, de tanta oferta litúrgica, precisamos parar, pelo menos para pensar, sobre os caminhos que temos trilhado enquanto povo de Deus sobre a terra. Não temos nenhuma dúvida de que o propósito do Senhor em relação à Igreja é que ela cresça e avance em todas as direções. Às vezes parece que isso não acontece, pelo menos não da maneira como gostaríamos ou imaginávamos que fosse acontecer. Quando isso se dá, certamente não é pelo fato de Deus ter errado nos seus planos ou nas suas estratégias. É preciso então termos a honestidade de buscarmos em nós mesmos as possíveis causas desse fato. Talvez uma dessas causas seja o fato de estarmos buscando uma Igreja ideal e não conseguirmos lidar com a realidade da Igreja. A Igreja ideal é aquela que criamos em nossa cabeça, em nossas idéias. É a Igreja perfeita que equivocadamente surge de uma interpretação errada das Escrituras. Olhamos, por exemplo, para o livro de Atos dos Apóstolos e ansiamos pela Igreja da comunhão, da unanimidade, da perseverança, do pentecostes, dos milagres, mas não percebemos que nesta mesma Igreja havia mentiras, ciúmes, inveja, orgulho, e tantos outros problemas semelhantes aos que existem hoje em nosso meio. Há muitos que estão à procura da Igreja ideal, perfeita, e, por isso, não conseguem parar em lugar nenhum, simplesmente porque esta Igreja ideal não existe, a não ser em nossa cabeça e, por isso, ideal. Pulam de um lado para o outro e apenas aumentam a frustração e o grau de insatisfação. Olhamos para a Igreja de Corinto e descobrimos uma Igreja abençoada com todos os dons, mas também com muitas dificuldades e problemas. Precisamos ter uma visão real da Igreja. Isso não significa que vamos nos acomodar e fechar os olhos aos erros e pecados, mas precisamos compreender que tudo isso já está sendo tratado pelo Senhor da Igreja. Basta analisar isso à luz da parábola do trigo e do joio. Jesus nos ensinou que em todo o tempo o joio crescerá no meio do trigo, mas que ninguém deve tentar tirar a fim de não arrancar o trigo junto com o joio. Ele mesmo, o o Senhor da Igreja, no dia e na hora certa há de fazer isso. Portanto, a melhor Igreja para nós estarmos é a nossa. Aquela que um dia nos acolheu e que cuida, dentro das suas possibilidades, de todos nós e de nossas famílias. Que o Senhor continue abençoando a cada um daqueles que tem permanecido na comunhão dos santos.
Com amor e gratidão,
Pastor Carlos Henrique.
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