| Pr. Carlos Henrique |
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"Para sempre é muito tempo. O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo." ( Mario Quintana )
Carlos Drummond de Andrade disse e eu concordo: "Sentimos saudade de certos momentos da nossa vida e de certos momentos de pessoas que passaram por ela." Por acreditar que isso é verdade, posso afirmar que vou sentir saudade. Vou sentir saudade porque saudade a gente senti de quem esteve ao nosso lado, de quem caminhou conosco lado a lado, de quem foi parceiro, companheiro, irmão e amigo. Vou sentir saudade porque saudade a gente senti daquele com quem a gente pode dar boas gargalhadas, mas também com quem a gente pode chorar junto, abrindo o coração nos momentos de dificuldade. Vou sentir saudade porque saudade a gente senti daquele que, apesar dos nossos erros, defeitos e limitações, preferiu olhar para os nossos acertos, qualidades e potencialidades. Vou sentir saudade porque saudade é coisa de humano e é somente através de nossa humanidade que conseguimos ser presentes, aceitando o outro como ele é e não exigindo que ela seja como nós gostaríamos que fosse. Não posso sentir saudade de quem foi ausente, de quem não desejou caminhar mais uma milha, de quem não quis partilhar o pão e sentar-se à mesa da comunhão. Não posso sentir saudade daquele com quem não estive a vontade para rir e nem tive intimidade para chorar. Não posso sentir saudade de quem priorizou os meus erros, valorizou os meus defeitos e fez queixa das minhas limitações. Posso não sentir saudade porque não sentir saudade também é coisa de humano, de gente de carne e osso que se reconhece ou desconhece no outro. Sentir ou não sentir saudade não depende de credo ou de mandamento, depende de sentimento, de afeto e, acima de tudo, de relacionamentos que foram se dando ao longo da vida. Sentir ou não sentir saudade depende se com o outro estabelecemos um laço ou um nó. Desculpem a minha sinceridade, mas eu só consigo ter saudades dos laços. Por isso, permita-me pedir uma única coisa: Deixe-me sentir saudades de você.
Com amor,
Pastor Carlos Henrique.
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