| Pr. Carlos Henrique |
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Festas de final de ano é assim, sempre muito parecidas com todas as que já vivemos. As cores são semelhantes, os sons parecidos, o vocabulário conhecido e até o cheiro é sempre muito familiar. Parece que quem já viveu um desses dias, já viveu todos os demais. É sempre tudo muito intenso, mas também muito passageiro. Há sempre muito desejo, mas também muita frustração. Prova disso é que muito rapidamente o ano envelhece. Talvez questão de meses ou, quem sabe, até de semanas, para que toda a euforia passe e tudo volte a funcionar normalmente, como sempre, sem mudanças, sem novidades. O que é preciso fazer então para se ter um ano verdadeiramente novo? Algumas pessoas poderiam dizer que é preciso ter esperança. Pode ser. Esperar é preciso. Mas será que alguma coisa vai acontecer se você apenas esperar, se você permanecer de braços cruzados? Outros, mais espirituais, diriam que é preciso ter fé, acreditar. É possível. Afinal precisamos dela, mesmo que seja como um pequeno grão de mostarda. Mas somente isso também não resolve, pois já conhecemos a máxima que diz que a fé sem obras é morta. A verdadeira fé, a fé saudável, não nos paralisa, mas nos põe em constante movimento de busca. Um terceiro grupo poderia afirmar que é preciso ter vontade, desejo de se ter um ano de verdade novo. Também poderia ser, mas ainda corremos o risco de não alcançá-lo, já que, segundo o senso comum, “vontade é uma coisa que dá e passa”. Talvez por isso comecemos o ano tão animado, com tantos projetos e bem rápido vamos desanimando e desistindo de cada um deles. Esperar só não basta, acreditar apenas não é suficiente e muito menos ter somente vontade. É preciso ter coragem e determinação para tomar as decisões necessárias e fazer as mudanças possíveis. Já está provado cientificamente que nosso cérebro é maleável, é plástico, no sentido da flexibilidade e da mutabilidade. Durante muitas décadas acreditamos que comportamentos aprendidos não poderiam ser mudados e que estávamos condenados a repetir determinados movimentos mesmo involuntariamente. Assim nos apoiávamos em nossos destemperos, hábitos e costumes. Foi nesse período que o mito da Gabriela ficou conhecido: “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim”.Mentira! Ninguém está condenado a repetir os mesmos erros ou a viver sempre da mesma maneira. É possível mudar. À medida em que vamos tomando atitudes, decisões, pequenas que sejam, nossa rede neural vai se reorganizando e novas possibilidades de vivências vão sendo experimentadas. Assim, vamos nos responsabilizando por nossas atitudes e escolhas e não mais nos apoiando em nossa história passada. Se você quer um emprego novo, saia para procurar. Se quer um novo relacionamento, abra o seu coração para isso. Se quer mudanças na família, faça os investimentos necessários. Se você quer um ano novo, de fato novo, tenha coragem de tomar a decisão certa e de fazer acontecer.
Com amor e votos de um feliz ano novo,
Pastor Carlos Henrique.
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