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Que privilégio é podermos mensalmente participar juntos da celebração da Santa Ceia do Senhor. Privilégio sim, por um motivo muito simples. Quando sentamos juntos à mesa estamos revivendo um momento marcante no ministério de Jesus e relembrando a comunhão que Ele desfrutara com os seus discípulos. A Celebração da Ceia é uma excelente oportunidade de expressarmos a comunhão que temos com o Senhor e também uns com os outros. A cena de Jesus com os seus discípulos pode servir de motivação para todos aqueles que já não mais acreditam na possibilidade de união verdadeira no seio da Igreja, pois ali, junto dEle, não estavam assentados doze homens iguais, semelhantes em seus afetos, motivações, interesses, experiências, etc. Ali estavam homens de classes sociais diferentes, formação profissional diferentes, interesses diferentes, motivações diferentes. Enfim, a palavra que marca aquele último jantar, não é semelhança, mas, sim, diferença. Ali estava o tímido André, o destemido Pedro, o amoroso João, o cétivo Tomé, o companheiro Tiago, o interesseiro Judas Iscariotes, dentre outros. Jesus conviveu, valorizou e usou cada um desses homens, apesar de tantas diferenças. Por que em nossos dias seria diferente? Algumas pessoas não entendem como dentro da Igreja pode acontecer tantos problemas e haver tantas divergências. Alguns, não compreendendo isso, preferem simplesmente trocar de Igreja, isso quando não abandonam suas congregações ou a própria fé. Será que não podemos aprender algo com Jesus a respeito disso? Ao olharmos ao nosso redor, dentro de nossa congregação, por certo não encontraremos nenhuma pessoa parecida. Deus, na sua imensa sabedoria e inquestionável soberania decidiu criar-nos completamente diferentes uns dos outros. Foi isso que deu mais graça ao mundo. Não vivemos em um mundo de igualdades. Vivemos em um mundo marcado por diferenças. Não há um sequer, independente de classe social, nível cultural, ou qualquer outra coisa, que possa se considerar superior ao outro. Não há nenhuma característica pessoal que torne alguém mais importante que o outro. Diante dessa realidade e do exemplo de Jesus só nos resta termos a Mesa do Senhor como um emblema de tolerância às diferenças, de amor ao nosso próximo e de respeito pelas diferenças. Alguém já disse que “o que nos une é maior do que o que nos separa”. Maior é Deus e é Ele quem nos une através de Cristo Jesus. Celebre a unidade do Corpo de Cristo nesta manhã e seja feliz.
Com amor, Pr. Carlos Henrique
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