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Pr. Carlos Henrique
IGREJA PRECISA CRESCER?
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Fazer essa pergunta pode parecer um absurdo, mas ela tem sido a causa de muitos questionamentos, indagações e reflexões em nosso meio evangélico, especialmente, nos últimos tempos, em nosso arraial congregacional.
Em tempos onde a megalomania (mania de grandeza) tem invadido a sociedade, da qual faz parte também a Igreja, a pergunta acima cabe no sentido de evitarmos os dois extremos em que podemos nos situar.
Em uma ponta estão aqueles que adotaram uma Teologia comprometida com a prosperidade a qualquer custo. Para estes, a Igreja precisa crescer, crescer e crescer, pois o sucesso no ministério depende dos números apresentados. Uma Igreja abençoada, segundo tal visão, é uma mega igreja. A Igreja abençoada é aquela que é grande em todos os sentidos: no número de membros, na arrecadação financeira, no sucesso que ela faz na mídia, nos seus programas e investimentos. A conclusão é lógica: se a Igreja não cresce é porque alguma coisa está errada.
Na outra ponta estão aqueles que despretensiosamente afirmam que o que importa é a qualidade e não a quantidade. Para estes os números não significam nada. Segundo essa visão, melhor é serem poucos, mas fiéis, do que muitos e infiéis. Tal atitude muitas vezes é promovida pelo medo de serem comparados a alguns movimentos comprometedores no que tange à moral e aos bons costumes e exclui a possibilidade de sermos muitos, mas também fiéis.
Como todo extremo é perigoso, temos de chegar a um lugar de moderação, a um ponto de equilíbrio. Este é o lugar da saúde, da vida, e, porque não dizer, da benção verdadeira. Este é o lugar onde quantidade e qualidade tem o seu valor, a sua importância, onde um não exclui o outro. Nesse lugar cabe a pergunta: Igreja precisa crescer?
Sim, Igreja precisa crescer porque Igreja é corpo e corpo saudável cresce. Um corpo somente não cresce quando padece de grave enfermidade. Existem doenças próprias que impedem o avanço e o crescimento de um corpo. São anomalias, patologias, e nunca modelos ideais e sãos. Se uma Igreja não cresce, de um modo semelhante, ela também padece de enfermidade. Uma Igreja que não cresce é uma anomalia. Algo que foge ao padrão natural, pois é natural que uma Igreja cresça. Não queremos de modo algum atrelar o crescimento da Igreja apenas à questão dos números, da quantidade, Queremos entender e adotar o crescimento como uma necessidade qualitativa do corpo de Cristo. Precisamos crescer em tudo, em todas as direções, em todas as dimensões, em todos os propósitos. Isso é expressão de um crescimento saudável.
Enfim, a Igreja precisa crescer porque o seu crescimento, se saudável, insisto, há de glorificar a Deus e alcançar muitas vidas, e foi exatamente para isso que Deus nos “chamou para foraâ€.
Que Deus nos dê o desejo ardente de ver a Sua obra avançar.

Em oração,
Pr. Carlos Henrique.

 
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